"ISTO NÃO É MUSICOTERAPIA" II

06/03/2011 17:17

  Continuamos nossa investigação sobre o uso do termo "musicoterapia" em serviços de saúde. Alguns profissionais (músicos, cantores...) usam a música como instrumento de trabalho em instituições,  dizendo ser "musicoterapia". 

Abaixo, você poderá acessar os links e perceber que os os profissionais  não têm habilitação para exercer a musicoterapia.

1- http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/03/27/viver2_0.asp

Aline Barros: "Atualmente também coordena um projeto de musicoterapia para crianças carentes com deficiência visual, tendo como base o seu repertório infantil - ela já lançou quatro discos para crianças. Tudo sempre divulgando o que chamada de "meu ministério" e a igreja do Senhor Jesus no Brasil"

 

2- http://www.santajoana.com.br/noticias/2010_11_05.shtml

"Promover a cura e o bem estar dos pacientes através da música. Com esse objetivo, a enfermeira Michele Arruda, da Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) do Hospital Santa Joana (HSJ), implantou a musicoterapia no setor"

(...) "E o feedback dos pacientes tratados com terapia é quase que instantâneo. "Eu acho muito relaxante, é uma experiência boa que uso toda noite para dormir. Meu pé esquerdo que passou por uma cirurgia está doendo, mas com a música a dor se foi", declarou o paciente Pedro de Assunção, 11, sobre a sua experiência com a Musicoterapia".

(...) "Com a musicoterapia, os pacientes passam a concentrar a atenção na música que está tocando, e não mais no barulho estressante dos aparelhos que precisam ficar dentro da Sala, o que diminui a ansiedade e proporciona relaxamento", explicou".

(...) "Em uma exposição oral e feita através de banner, no primeiro dia do Encontro, a enfermeira, junto com a equipe do SRPA, mostrou o propósito e o motivo do sucesso da musicoterapia."

 

Estamos de olho em outras citações da musicoterapia em serviços supostamente musicoterápicos. Nosso objetivo não é fiscalizar para combater o uso da música de forma terapeutica, como se isso fosse posse apenas dos musicoterapeutas. O intuito é orientar os profisisonais e a população sobre a importância e clareza do processo terapeutico: a música também pode ser usada de forma "iatrogênica" e somente um profissional formado em musicoterapia saberá lidar com com maestria num processo terapeutico usando a música. Lidar com a dinâmica dos conteúdos internos de uma pessoa não é um serviço fácil, exige "olhar", "sentir" e "ouvir" específicos; necessita preparação, técnica, habilidade e respeito. Em nome da Musicoterapia, desejamos que os profissionais que ainda não estão habilitados como musicoterapeutas, façam sua preparação para aprofundar-se nesta arte e ofereçam serviços de qualidade. Musicoterapia vai muito além do uso da música, é um processo. 

Mt. José Torres

Campina Grande - PB