Roda de Tambores na Bahia

21/04/2012 15:31
Queridos colegas,
 
Queria reforçar a divulgação do curso da Arte de Facilitação de Roda de Tambores. É uma prática difundida em diversas culturas, a qual de certo modo reflete os rituais ancestrais de fazer música em círculo, em torno de uma fogueira ou de uma estrutura totêmica. Este curso tem como base os treinamentos concebidos por Arthur Hull no Hawaí , ou seja, a ideia de que a Roda tem como função a integração de um coletivo, que ajuda na arrumação do espaço, que participa do chamado matinal para os outros integrantes, que acende as tochas, que propõe criativamente. Todas as refeições acontecem na Pousada, que tem uma área verde linda e faremos também atividades na piscina, e ainda é possível ter um tempo livre para ir a praia e fazer um lual. Para os musicoterapeutas, é uma oportunidade fantástica para expansão do potencial musical, e treinar sua liderança através da música, pensando também na utilização de instrumentos leves e de fácil manejo e adaptação dos protocolos em diversos contextos clínicos.
 
De uma maneira geral, a Roda de Tambores tem sido utilizada em diversos contextos por profissionais diversos: trabalhos comunitários, empresas e escolas, como dinâmica de integração, na preparação musical de atores e dançarinos, na educação musical especial, e também em contextos clínicos. Na musicoterapia, além das possibilidades clínicas em grupo, que eu já andei testando em grupo, tem sido muito utilizada na musicoterapia organizacional e sócio-comunitária. Temos o Paulo Suzuki e o Tiago Nistal como dois musicoterapeutas pioneiros na utilização e difusão da Roda de Tambores. Para o educador musical e para músicos que dirigem grupos em comunidades, é útil como um protocolo organizado e “intuitivo” que facilita, em um grupo que por ventura esteja se formando pela primeira vez, que se toque de maneira prazerosa, organizada e com “groove”. E o mais interessante é que isso acontece com participantes que não tem prévia experiência específica de aprendizado musical formal ou informal, a não ser o próprio repertório musical da cultura a qual pertence. Como método de investigação, é instigante perceber que padrões rítmicos, gêneros e estilos musicais nascem espontaneamente de um grupo, e como a Roda funciona como um organismo vivo, que se “auto-organiza”. Em experiências de performance espontânea, de rua, os depoimentos dos participantes normalmente se centram na surpresa diante de um resultado estético: “nós não tivemos ensaio algum, eu nunca toquei um instrumento de percussão, e o som que saiu, parecia que já fazíamos isso juntos há anos!!!”. E de fato, a depender do grupo, muitas vezes surgem padrões complexos de polirritmia “facilitados” na Roda, embora isso não seja o objetivo precípuo da Roda. Também é possível fazer improvisos com a voz e com a percussão melódica, utilizando sets pentatônicos, diatônicos ou cromáticos de boomwahckers. Da minha pouca experiência como facilitador, resumo que a Roda de Tambores tanto serve como uma experiência de aprendizagem musical e de potencialização da criatividade musical, como também de incorporação de uma atitude de colaboração, camaradagem, integração e harmonia, ligada ao sentimento de pertencimento a um grupo.
Se vocês quiserem saber mais a respeito ou tiverem interesse em participar deste Curso, que acontecerá nos dias 19 e 20 de Maio, na Pousa Côco Dendê – Itacimirim-BA (linha verde, próximo a Salvador), coordenado pela percursionista e facilitadora de Roda de Tambores Juliana Linares, podem clicar no seguinte link: http://ritmoexpansao.com/frt-retiro/
 
Vejam abaixo um vídeo do último Treinamento Imersivo
 
Abraços a todos,
Leonardo